Brasil registra casos de síndrome rara que acomete crianças com covid-19

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RIO – No último 2 de julho, uma quinta-feira, Alice, de 3 anos, acordou cheia de manchas pelo corpo e com febre. Os pais, preocupados, ligaram imediatamente para a pediatra que, pelos sintomas descritos, excluiu a possibilidade de ser covid-19. “Nem me passou pela cabeça que pudesse ser o novo coronavírus por conta de todos os cuidados que estávamos tomando”, diz a mãe da menina, que preferiu não se identificar. “E a própria médica também não achou que fosse. Mesmo assim, resolveu pedir um exame PCR, que deu negativo.”

Pelas particularidades de sua profissão, a mãe da Alice continuava indo ao trabalho diariamente. Seguia, porém, todas as medidas de segurança preconizadas, como uso de máscara e de álcool gel. “Eu só entrava em casa depois de tirar o sapato, não tocava em nada”, conta. “Minha roupa ia para a máquina de lavar e eu, para o banho.”

O pai da Alice ficou em home office, isolado com a filha. E até para pedir comida em casa a família foi parcimoniosa. Eles receberam poucas refeições por delivery. Mesmo assim, seguindo todos os cuidados recomendados. “Realmente, seguimos a quarentena.”

De fato, nenhum dos dois apresentou sintoma da doença. Por isso mesmo, eles não se surpreenderam quando o PCR da filha deu negativo. Mas o estado de saúde da menina começou a se agravar, sem que ninguém conseguisse chegar a um diagnóstico. Também surgiram outros sintomas incomuns, como olhos vermelhos, barriga inchada, pés e mãos descamando e febre intermitente.

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No sétimo dia consecutivo de febre, um exame de sangue revelou uma inflamação generalizada e Alice foi internada na UTI pediátrica de um hospital particular da zona oeste do Rio. Ela tinha uma síndrome inflamatória rara ligada à infecção pelo novo coronavírus.

Gravidade

Os casos confirmados de covid-19 em crianças e adolescentes chegam, no máximo, a 3,5% do total de registros. Essa faixa etária é a menos afetada e a grande maioria das ocorrências é muito branda. Ainda assim, um pequeno número tem problemas sérios relacionados à infecção. Esses casos muito graves que, invariavelmente, acabam nas UTIs são provocados pela recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP).

Trata-se de uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2. Até agora, foram descritos pouco mais de 200 casos no mundo. A OMS e o CDC já emitiram alertas sobre esses episódios.

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“A síndrome não ocorre na fase aguda da covid-19. Em geral, aparece depois e pode ocorrer mesmo em crianças que apresentaram um quadro brando da doença”, explicou a pediatra Tania Petraglia, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj).

Primeiros relatos

As manifestações raras da doença em crianças não foram observadas na China, onde a epidemia surgiu, no fim do no passado. Foi só em abril que médicos do Reino Unido relataram os primeiros casos. Em maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu nota de alerta sobre a síndrome e seus riscos.

No Brasil, ainda não há números oficiais sobre a doença, mas os pediatras confirmam a ocorrência de casos como o de Alice. Somente na UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, no Rio, referência para o tratamento da covid-19, já foram atendidas oito crianças. O hospital onde Alice ficou internada registrou outros dois casos.

Os relatos indicam a apresentação de um quadro muito parecido com o da raríssima Síndrome de Kawasaki, uma inflamação sistêmica de causa desconhecida, mais comum na Ásia. Entre os sintomas mais frequentes, febre, conjuntivite, manchas no corpo, vermelhidão na sola dos pés e na palma das mãos. A principal complicação é a ocorrência de aneurismas na artéria coronária. Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar à morte.

Dúvidas

Os especialistas não sabem por que a síndrome só ocorre em crianças, nem por que acomete algumas e poupa outras. Um grande estudo do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA está no início e vai acompanhar 6 mil crianças para tentar chegar a algumas respostas.

“Ela costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico do coronavírus”, disse a chefe da UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, Raquel Zeitel, presidente do Departamento de Emergências da Soperj. “Trata-se de uma resposta imunológica exacerbada, com febre persistente, sintomas abdominais, diarreia, vômito, lesões cutâneas, conjuntivite. E pode evoluir para quadro semelhante a um choque, com aumento dos marcadores inflamatórios, anomalias coronarianas e disfunções cardíacas.”

Alice ficou quatro dias internada. “Como não sabíamos o estágio da evolução da doença e havia preocupação com a parte cardíaca, achamos melhor interná-la”, contou a mãe da menina. “Por 24 horas ininterruptas, ela recebeu infusão de imunoglobulina (anticorpos que agem neutralizando o patógeno). E teve os sinais vitais monitorados a cada 15 minutos.”

A infusão, que previne aneurismas coronarianos, é o tratamento padrão para a síndrome de Kawasaki. Ele vem sendo usado também nessas complicações em crianças pós-covid, juntamente com corticoides (anti-inflamatórios).

“Como se trata de uma doença que resulta em manifestações inflamatórias intensas, o tratamento inclui medicamentos para controlar esse processo e evitar comprometimento do coração”, explicou o médico Leonardo Campos, integrante do Comitê de Reumatologia da Soperj e do Hospital Antonio Pedro, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Alice chegou a ter febre de 40 graus, mas, depois, a inflamação cedeu, sem comprometer o coração. “Mesmo assim, nos próximos dois meses, ela vai fazer exames frequentes e, depois, uma vez por ano”, disse a mãe da menina. “Foi um susto, mas acho importante falar para que as pessoas fiquem atentas.’

Para OMS, situação do BR na pandemia ‘continua a ser de preocupação’

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Diretor executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan afirmou nesta segunda-feira, 3, que a situação do Brasil na pandemia “continua a ser de muita preocupação”. Ao ser questionado sobre o quadro no País, Ryan lembrou que muitos Estados têm registrados números altos de casos, com o Brasil tendo cerca de mil mortes diárias na média pela doença recentemente.

“Suprimir a intensa transmissão comunitária é o primeiro passo”, afirmou Ryan.

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Ele insistiu na importância de haver coordenação entre os governos e as comunidades. “Os governos precisam fazer sua parte para detectar casos, isolá-los, rastrear contatos quando for possível e criar condições para que a doença não possa se disseminar facilmente”, apontou, mencionando também que é preciso “evitar aglomerações”.

Ryan lembrou que a lista de tarefas é “fácil de dizer e difícil de atingir”.

Segundo ele, os países com transmissão intensa da doença têm um “caminho longo” pela frente. “Não há bala mágica”, afirmou, repetindo declaração anterior do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no início da coletiva.

O diretor executivo disse que alguns países precisarão “dar um passo atrás” para reavaliar como lidam com a pandemia em nível nacional, a fim de suprimir o vírus.

Também presente na coletiva, a líder da resposta da OMS à pandemia da covid-19, Maria Van Kerkhove, destacou a importância de se mobilizar recursos para as áreas mais afetadas de um país. “Há tremendos recursos no Brasil e o desejo de atacar esse problema”, disse, insistindo para que se apliquem as medidas já conhecidas e eficazes para conter a transmissão, como o uso de máscaras, testagem, etc. “É preciso que exista capacidade de testar, para se saber onde o vírus está”, ressaltou.

Ainda na resposta sobre o Brasil, Ghebreyesus disse que os países mais afetados não devem esmorecer. “Nunca é tarde demais, sigam estratégia abrangente” contra a doença.

Ele lembrou, na coletiva, que os testes de vacina têm avançado, mas não será possível saber se há vacina eficaz, nem por quanto tempo, até que eles terminem.

Juiz envia ação que pede afastamento de Salles para Florianópolis

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O juiz substituto Márcio de França Moreira, da 8ª Vara Federal do Distrito Federal, enviou a ação que pede o afastamento do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles para a 6ª Vara Federal de Florianópolis. O magistrado indicou que o caso tem relação com um processo julgado em Santa Catarina.

O caso citado pelo juiz se trata de ação apresentada por dez associações de defesa do meio ambiente contra Salles em junho deste ano. O grupo alegou que o ministro ‘vem pautando a sua conduta desconsiderando as normas, critérios científicos e técnicos em matéria ambiental’ além de ‘exercer práticas de intimidação e retaliação na condição de superior hierárquico contra funcionários públicos’.

As associações, assim como fez o Ministério Público Federal, citaram a reunião ministerial em que Salles defendeu a ideia de se aproveitar da pandemia do novo coronavírus para ‘ir passando a boiada’ em medidas regulatórias. O caso, no entanto, não chegou à uma análise de mérito, pois a juíza federal substituta Marjôrie Cristina Freiberger não aceitou a ação. As entidades ainda recorrem desta decisão.

Segundo o juiz Moreira, do Distrito Federal, apesar da recusa da magistrada de Florianópolis, ela ainda é a juíza competente para avaliar a ação do Ministério Público Federal, que só não se manifestou naquele caso justamente porque a ação não foi pra frente.

A decisão segue sinalização indicada pelo magistrado após a Procuradoria cobrar o afastamento de Salles do Meio Ambiente. Por cautela, o juiz Moreira pediu aos procuradores que apresentassem outros processos que transitassem na Justiça contra os mesmos atos, decisões e omissões de Salles em frente à pasta. A medida ajudaria a evitar que fossem tomadas decisões conflitantes ou contraditórias sobre o mesmo assunto.

Nos autos, a Procuradoria disse que não identificou nenhuma ação contra o ministro nos mesmos termos que apresentou à Justiça do Distrito Federal. A Advocacia-Geral da União, por sua vez, pediu que o caso fosse para a 1ª Vara Federal de Brasília ou fosse extinto. Ambas alegações foram rejeitadas.
Salles é acusado de cometer improbidade administrativa em uma série de ‘atos, omissões e discursos’ que demonstrariam a ‘desestruturação dolosa’ de políticas ambientais à frente do Ministério do Meio Ambiente. Um dos casos citados é a exoneração de dois servidores e um diretor de fiscalização do Ibama após ação contra garimpeiros que atuavam em terras indígenas em Altamira (PA).

Em depoimento, Renê Oliveira e Hugo Loss alegaram ter sofrido pressão do governo em operações de combate a crimes ambientais após o Fantástico exibir máquinas de garimpo sendo queimadas após fiscalização do Ibama. O chefe deles, Olivaldi Azevedo, foi chamado para conversa no Ministério do Meio Ambiente no dia seguinte à reportagem.

“O Olivaldi entrou em contato comigo para avisar que tinha sido chamado no Ministério e que, dependendo da situação, depois gostaria de falar comigo. Respondi que estava à disposição. Aí ele me ligou, por volta das 17h30 – 18h e pediu para nos encontrarmos”, relatou Oliveira. “Fomos lá no Ibama e recebi a informação dele assim, sem muitos detalhes: ‘a coisa ficou insustentável, estou saindo, fui exonerado, tive uma reunião agora no Ministério'”.

Em nota, Salles classificou como ‘tentativa de interferir em políticas públicas’ o pedido de afastamento apresentado pelo Ministério Público Federal.

“A ação de um grupo de procuradores traz posições com evidente viés político-ideológico em clara tentativa de interferir em políticas públicas do Governo Federal”, afirmou. “As alegações são um apanhado de diversos outros processos já apreciados e negados pelo Poder Judiciário, uma vez que seus argumentos são improcedentes”.

Moraes amplia multa ao Facebook e intima presidente da empresa no BR

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ampliou nesta sexta-feira (31) de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária aplicada ao Facebook por descumprimento da determinação de bloquear fora do país perfis de bolsonaristas que são alvos do inquérito das fake news.

“Reconhecendo-se o descumprimento voluntário da determinação judicial, e ainda havendo interesse legítimo e necessário para seu cumprimento, dada a continuidade das condutas investigadas neste inquérito, elevo a multa diária”, afirmou o ministro.

A partir desta sexta, com a decisão de Moraes, a multa diária por descumprimento será de R$ 1,2 milhão – no total, 12 contas foram alvos do bloqueio.

No documento, o relator do inquérito das fake news informou ainda a existência de uma multa acumulada no valor de R$ 1,92 milhão em razão de oito dias sem cumprimento da ordem judicial. Nesse caso, considerando-se uma multa de R$ 20 mil definida anteriormente.

O ministro determinou a intimação pessoal do presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister, para que ele recolha a multa pendente e cumpra a determinação quanto ao bloqueio no Brasil e no exterior das contas dos perfis bolsonaristas.

“Respeitamos as leis dos países em que atuamos. Estamos recorrendo ao STF contra a decisão de bloqueio global de contas, considerando que a lei brasileira reconhece limites à sua jurisdição e a legitimidade de outras jurisdições”, diz nota da assessoria de imprensa do Facebook.

Contas no Twitter e no Facebook de influenciadores, empresários e políticos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram tiradas do ar no Brasil na última sexta-feira (24) por determinação de Moraes.

Figuras como o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Sara Giromini (conhecida como Sara Winter), o blogueiro Allan dos Santos e os empresários Luciano Hang (da Havan) e Edgard Corona (das academias Smart Fit), alvos de investigação no âmbito do inquérito das fake news, tiveram suas contas suspensas.

Moraes pediu a suspensão dos perfis internacionalmente após constatar que o bloqueio que solicitou anteriormente teve impacto reduzido. Após mudarem suas configurações de localização, os perfis bolsonaristas voltaram a publicar e, inclusive, a xingar o próprio ministro, como mostrou o jornal Folha de S.Paulo.

 

Centro de Saúde Ninota Garcia mantém atendimentos prioritários e de urgência durante a pandemia

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Referência no atendimento à comunidade, o Centro de Educação e Saúde Ninota Garcia, Clínica-Escola do curso de Fisioterapia, da Universidade Tiradentes, recebe pacientes encaminhados por médicos e serviços de saúde da capital e Grande Aracaju. Há um contingente de atendimentos particulares e de convênios, mas em sua grande maioria, os usuários são Sistema Único de Saúde – SUS.

Com atendimentos humanitários, individualizados e com elevada qualidade aos pacientes com as mais diversas patologias, atende, em média, 1500 pessoas por mês em nível ambulatorial, entretanto, por conta da pandemia, os acolhimentos foram restringidos aos casos prioritários.

 “Nesse período de pandemia reduzimos os atendimentos. Em casos de urgência, basta o paciente comparecer diretamente ao Ninota com a solicitação médica (particular ou convênio) ou ser encaminhado para atendimento com a autorização do SUS”, explica a Prof. Msc. Luciana Zago, coordenadora do Curso de Fisioterapia.

O complexo, localizado na zona norte de Aracaju, oferece serviços de nas áreas de Fisioterapia Ortopédica, Neurofuncional, Saúde da Criança, Respiratória, Geriatria e Reumatologia, além de atendimento psicológico, Terapia ocupacional e Nutrição.

“Estamos nos preparando para receber nossos alunos e aumentar o número de atendimentos, assim que os órgãos governamentais permitirem. Foi feito um plano de contingência seguro, para garantir e proteger nossos pacientes, alunos e colaboradores”, ressalta Zago.

Centro de Saúde da Unit funciona de segunda a sexta-feira, das 07h às 12h30 e das 13h30 às 18h30, e está localizado à avenida João Rodrigues, 200, Bairro Industrial.

Campus de Propriá é destaque em aprovação no exame da OAB

Curso de Direito ofertado na  região do baixo São Francisco do estado, aparece como quarto com maior número de egressos aprovados na OAB

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A Universidade Tiradentes mantém a qualidade do ensino ofertado e é destaque em aprovação nos exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em junho, a Unit foi a instituição que mais aprovou entre as instituições particulares sergipanas e é a segunda maior em aprovação do Nordeste, conforme oficial da OAB/FGV na edição do Exame de Ordem em Números – volume IV.

Desta vez, o curso de Direito ofertado no Campus de Propriá, região do baixo São Francisco do estado, aparece como quarto com maior número de egressos aprovados na OAB.

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A coordenadora do curso em Propriá, Samyle Regina Matos Oliveira, explicou que o Campus ficou em 4° Lugar no XXX Exame OAB, em Sergipe, 1ª fase e falou sobre o que representa.

“Esse resultado significa muito, pois subimos cinco posições em relação aos exames de 2018. Temos uma parceria com a empresa Meu Curso, que oferece, por meio de uma plataforma on-line, uma trilha de aprendizagem capaz de contribuir para o desenvolvimento individual dos nossos alunos e alunas. Em Propriá, passamos a realizar revisões presenciais com professores do nosso corpo docente”.

Núcleo de Práticas Jurídicas

Samyle pontuou o aprendizado prático no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) como peça importante desse resultado.

“Sem dúvidas, o NPJ é o espaço no qual o aluno tem a oportunidade de realizar a prática forense, aplicando o conhecimento adquirido em sala de aula. É através no NPJ que os discentes fazem atendimentos aos assistidos, o que remete também a importante papel social”.

Quem comprova a excelência do ensino é Rafael Rocha Silva, professor, advogado e egresso da Unit do Campus Propriá. Ele conta que a parceria firmada com cursinho preparatório auxiliou na aprovação do Exame da OAB.

“O que ajudou bastante foram as parcerias que a Unit fez com cursinhos on-line. O Conselho que posso passar é dedicação no que se faz. Eu não vou dizer que passei os cinco anos estudando de forma intensa, mas passei me dedicando, em média, duas horas por dia”.

Alckmin é denunciado sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro

A ação foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo no âmbito da chamada Lava Jato Eleitoral, um desdobramento da operação no estado

A ação foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo no âmbito da chamada Lava Jato Eleitoral, um desdobramento da operação no estado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) foi denunciado nesta quinta-feira (23) sob acusação de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral (caixa dois). A ação foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo no âmbito da chamada Lava Jato Eleitoral, um desdobramento da operação no estado.

De acordo com a Promotoria, Alckmin recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha ao Palácio dos Bandeirantes de 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.As investigações foram iniciadas com base nas delações da Odebrecht e aprofundadas com outros elementos de prova pela Polícia Federal.

A acusação do Ministério Público diz que os recursos não foram registrados nas prestações de contas de Alckmin, que teria solicitado e recebido vantagens indevidas pagas pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht (o setor de propina) por meio de doleiros.”Esses recursos destinavam-se, num primeiro momento, ao financiamento eleitoral indevido (não declarado) e, num momento seguinte, pós eleições, à manutenção da influência do grupo empresarial junto ao governo”, diz a Promotoria.

Em 2010 e 2014, o grupo Odebrecht não podia fazer doações eleitorais porque controlava a concessionária que administrava a rodovia Dom Pedro 1º e porque participou do consórcio da Linha 6 do Metrô.

Procurado por meio da assessoria, o ex-governador ainda não se manifestou.Segundo a Promotoria, o intermediário dos pagamentos em 2010 era Adhemar César Ribeiro, cunhado de Alckmin, conforme foi descrito pelos delatores da Odebrecht.

Alckmin tinha o codinome “Belém”.Já em 2014, foram 11 repasses, que, segundo o Ministério Público, foram intermediados pelo tesoureiro da campanha, Marco Antônio Monteiro.”A quebra de sigilo telefônico trouxe ao inquérito da Polícia Federal, base da denúncia do Ministério Público Eleitoral, a comprovação de que o celular da esposa do tesoureiro (ele usava o aparelho) e o telefone de Luiz Antonio Bueno Junior, do Grupo Odebrecht, estavam na área da mesma Estação Rádio Base nos dias em que houve negociações para as transferências irregulares”, diz o Ministério Público.

Na semana passada, o ex-governador foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita da prática dos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Também foram indiciados o ex-tesoureiro do PSDB Marcos Monteiro e o ex-assessor de Alckmin Sebastião Eduardo Alves de Castro.

O indiciamento teve como base a delação de ex-executivos da Odebrecht, além de análises periciais no sistema de informática da empreiteira, de extratos telefônicos, de conversas pelo aplicativo Skype, de documentos, de ligações telefônicas e de outras delações.

Com alíquota de 12%, tributação final será a maior do mundo

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A alíquota de 12% proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para o novo imposto federal que pretende substituir o PIS/Cofins pode fazer com que a tributação final sobre o consumo no Brasil seja a maior do mundo. O novo imposto seria chamado de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), com uma alíquota única de 12%.

Ao se juntar os tributos estaduais e municipais, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) final chegaria a 35%, nas contas do presidente do Sindifisco Nacional, sindicato dos auditores da Receita. “Será o maior IVA do mundo. O governo não está aumentando a tributação, mas revelando o tamanho da carga tributária”, avalia Kleber Cabral.

Especialista em tributação do Instituto Nacional de Pesquisas Aplicadas (Ipea), o economista Rodrigo Orair calcula que a alíquota de 12% na CBS levaria o IVA total a 29% (com 15% de imposto estadual e 2% de municipal). Esse seria o maior patamar de IVA do mundo, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2018 (os mais recentes). A maior alíquota hoje é de 27%, cobrada pela Hungria. Noruega, Dinamarca e Suécia têm alíquotas de 25%.

Nas propostas que já tramitam na Câmara e no Senado, o IVA final teria uma alíquota de 25%.

Nota de esclarecimento à comunidade universitária

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Publicação aclara fatos envolvendo a consulta pública na escolha de futuros dirigentes da universidade

A gestão superior da Universidade Federal de Sergipe, em face da veiculação de informações que não correspondem à verdade dos fatos, vem publicamente esclarecer que:

1. O processo de consulta à comunidade nunca e em nenhuma circunstância começou ou terminou mediante interferência da Reitoria. Cabe única e exclusivamente às entidades e por seus representantes a definição de calendário de um processo informal de consulta à comunidade universitária. As tentativas de imputar responsabilidade à gestão superior da UFS, além de injustas, denotam desconhecimento dos representantes das entidades quanto aos impedimentos formais, tendo em vista a vigência da MP 914 até 1º de junho de 2020.

2. A suspensão das atividades presenciais foi uma decisão correta, tomada no tempo necessário para prevenir a proliferação da Covid-19 nos campi da UFS, tendo ocorrido em 17 de março de 2020, após a publicação do Decreto Nº 40.560/2020, de 16 de março de 2020, do Governo do Estado de Sergipe, dispondo sobre as medidas de contenção da pandemia em todos os níveis, texto que se apresenta nos considerandos da Portaria 241/2020.

3. Com a manutenção das medidas de contenção da Covid-19, após a extinção da MP 914, o processo de escolha do Reitor e Vice-Reitor segue os dispostos na Lei nº 9.192, de 21 de dezembro de 1995, no Decreto nº 1.916, de 23 de maio de 1996, e na Nota Técnica 243/2019/CGLNES/GAB/SESU/SESU e no Estatuto da UFS.

4. Cabe ao Reitor, no exercício de suas atribuições, convocar o Colégio Eleitoral no prazo de até 150 dias anteriores ao término de seu mandato, conforme previsto no caput do Artigo 22 e no seu parágrafo único do Estatuto.

5. O mandato do atual Reitor se encerra em 18 de novembro de 2020, razão pela qual o Colégio Eleitoral Especial — formado por representantes discentes, docentes e técnicos administrativos, membros dos Conselhos Superiores, e pelo Conselho Diretor da Instituição — foi convocado para o dia 15 de julho, conforme Portaria 442. Não há ineditismo nesse ato, é o mesmo rito seguido em todas as sucessões de Reitor anteriores.

6. O cumprimento das normas vigentes no tocante ao processo de sucessão de Reitor e Vice-Reitor não é uma prerrogativa ou conveniência circunstancial, é condição obrigatória em respeito aos princípios expostos no Artigo 37 da Constituição Federal.

Gabinete do Reitor

Universidade Federal de Sergipe

Com ações intensificadas contra o Aedes, Prefeitura já visitou mais de 277 mil imóveis

Fumacê costal, mutirões e ações de combate ao vetor são algumas das ações desenvolvidas pela Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no combate ao mosquito Aedes Aegypti. Realizado de forma contínua, esse trabalho envolve agentes de endemias, orientação, identificação e eliminação de focos do mosquito, responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya. De janeiro até a primeira quinzena de julho, as equipes da SMS visitaram 277.890 imóveis para orientação e identificação de foco do aedes. Desses, 2.662 receberam tratamento focal.

Semanalmente, o Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti realiza fumacê costal em locais de maior incidência, diagnosticado com base no número de casos notificados, e mutirões de limpeza e de eliminação de criadouro do mosquito. Esta semana, o mutirão ocorre no bairro Olaria e as equipes de fumacê costal estão visitando os bairros Getúlio Vargas, Bugio e Cirurgia.

Apesar de todo esse trabalho, em Aracaju, os casos notificados de chikungunya deram um salto entre janeiro e junho, passando de seis para 194, o que reforça a necessidade do engajamento da população, haja vista mais de 80% dos criadouros do mosquito serem encontrados dentro das residências. Este mês, já foram notificados 127 casos. Confirmados foram 92. Quanto aos casos de dengue, o crescimento foi de 49 notificações em janeiro para 329 em junho.

Com 186 agentes de endemias distribuídos pela capital, o gerente do Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti, Jeferson Santana, explica que a atuação das equipes foi adaptada ao momento de pandemia, que exige distanciamento social. Ele reforça ainda a importância do papel do cidadão na prevenção à propagação do mosquito.

“Temos percebido uma ligeira alta desses números de notificações e alguns surtos centralizados acontecendo. Vale ressaltar que a melhor forma de combate é a participação da população, evitando o acúmulo de água parada e fazendo limpeza regular de reservatórios”, orienta Jeferson.

Plano

Fazem parte do Plano de Combate da Prefeitura de Aracaju os mutirões que acontecem três sábados por mês e que são realizados de forma integrada com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e a Secretaria do Meio Ambiente. Além dos mutirões aos sábados, em cada bairro da capital há uma equipe de agentes de combate a endemias atuando, de segunda a sexta-feira.

“As ações após o mutirão continuam na região e a gente vai monitorando, até pra sentir se o mutirão atingiu o objetivo principal, que foi diminuir os casos e, consequentemente, a quantidade de focos naquela localidade”, ressalta Jeferson.